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jun 09

A formação do jovem empreendedor

Acima de conteúdos técnicos, a formação do empreendedor tem como base o desenvolvimento de competências comportamentais. São elas que darão o suporte para os aprendizados contínuos exigidos pelos desafios a serem enfrentados.

Mccleland definiu 10 competências/características empreendedoras:

Busca de Oportunidades e Iniciativa; Persistência; Correr Riscos Calculados; Exigência de Qualidade e Eficiência; Comprometimento; Busca de Informações; Estabelecimento de Metas; Planejamento e Monitoramento Sistemáticos; Persuasão e Rede de Contatos; Independência e Autoconfiança.

Tais competências são desenvolvidas pelo Empretec, metodologia criada pela Organização das Nações Unidas – ONU por meio do PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e aplicada em cerca de 34 países, com o objetivo de formação empreendedora.

Adaptando-as ao Jovem Empreendedor, aquele que ainda é estudante em busca de um propósito, pode-se trabalhar com as seguintes competências:

 

Proatividade:

Capacidade de buscar soluções para seus problemas e da sua comunidade. Isto tanto pode ser no cotidiano escolar como para projetos de impacto social. Assim, levar o jovem a pensar nos problemas da sua comunidade, criando novas soluções é um caminho importante para o desenvolvimento da proatividade.

 

Capacidade de argumentação:

O jovem empreendedor precisa divulgar suas ideias e suas propostas de solução, necessitando de uma boa capacidade de comunicação. Simulações das Assembleias da ONU, competições de cases de negócio proporcionam o ambiente propício ao desenvolvimento dessa competência.

 

Comprometimento:

O jovem empreendedor aprende que para ser uma pessoa confiável, é preciso ser comprometido. Cumprindo prazos e metas,  e não deixando sua equipe na mão.

 

Planejamento:

São muitas as demandas na vida do jovem empreendedor. Escola, provas, trabalhos, escolha da profissão, compromissos familiares e com sua comunidade.

É preciso planejamento para garantir o cumprimento de prazos e a qualidade dos trabalhos.

 

Busca de parcerias:

Vivemos em sociedade e para se desenvolver como empreendedor, o jovem precisa de apoio. Pessoas que acreditem em suas ideias; outras para ajudá-lo a desenvolvê-las; apoiadores financeiros. Pedir apoio é sinal de que você acredita em sua ideia.

 

Coerência:

Qual é o seu propósito? Qual o legado pretende deixar?

O jovem empreendedor é convidado a pensar e viver de acordo com este propósito, alinhando seus valores ao seu comportamento.

 

Solidariedade

“Sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe!”

Comunidades de empreendedores prezam por ajudar primeiro e pedir depois. (“gives before you get”)[1]

Parar a caminhada para ajudar alguém, pode render experiências significativas para seu propósito.

 

Respeito

Além do comprometimento, outro comportamento que gera a confiança é respeitar os outros – seu modo de viver, sua forma de pensar.

A diversidade proporciona novos pontos de vista.

 

Diálogo

Como aprender sem a troca de saberes? Conversando é que a gente se entende, mas para isto dois aprendizados são fundamentais: a escuta ativa e a fala assertiva.

 

O desenvolvimento dessas competências comportamentais formará jovens capazes de empreender projetos em diversos setores da sociedade e acima de tudo, empreender a sua própria vida.

 

[1] Feld, Brad. Startup communities. Building an entrepreneurial ecosystem in your city.2012

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Sobre o Autor

Simoni Coelho é professora na Escola do Sebrae de Formação Gerencial e coorganizadora do programa AGITA. Formada em Administração, MBA em Gestão de Pequenas e Médias Empresas e mestranda em Administração e Negócios. Coordena os projetos Tutoria, Empresa Simulada e Estágio Supervisionado na EFG Sebrae.